1 de dez. de 2023
11 de nov. de 2023
3 de nov. de 2023
Passo a passo
A minha avó deu-me uma dica uma vez:
Nos momentos difíceis, você segue em frente em pequenos passos.
Faça o que tem que fazer, mas pouco a pouco.
Não pense no futuro, ou no que pode acontecer amanhã.
Lave a louça.
Tire o pó.
Escreva uma carta.
Faça uma sopa.
Tá vendo?
Você está avançando passo a passo.
Dê um passo e pare.
Descansa um pouco.
Louve a si mesmo.
Dê mais um passo.
Depois outro.
Você não vai notar, mas seus passos vão crescer cada vez mais.
E vai chegar o momento em que você pode pensar no futuro sem chorar.
- Elena Mikhalkova
2 de nov. de 2023
Amigumores Dinossauros T-Rex
Frida Kahlo disse ao marido:
"Não estou a pedir para me beijares, nem que me desculpes quando eu acho que estás errado. Nem vou pedir que me abraces quando eu precisar.
Não peço que me digas que sou bonita, mesmo que seja mentira, nem que me escrevas nada de bonito. Nem vou pedir que me ligues para me contares como foi o teu dia, nem que me digas que sentes a minha falta.
Não peço que me agradeças por tudo o que faço por ti, nem que te importes comigo quando a minha alma estiver deprimida, e claro, não te vou pedir que me apoies nas minhas decisões.
Não vou nem pedir que me ouças quando tenho mil histórias para te contar. Não vou te pedir para fazer nada, nem mesmo para estares ao meu lado para sempre.
Porque se eu tiver que te pedir, não quero mais. ”
18 de out. de 2023
17 de out. de 2023
Toalhas de banho infantil
NÃO MAIS
Não, eu não quero mais dar espaço para quem precisa de décadas para decidir se gosta de mim ou não. Para quem machuca meu coração com ares de que me presenteia. Para quem faz o meu sorriso encolher. Para quem me agride delicadamente para fazer de conta que eu não percebo. Para quem me deixa sem graça.
Não, eu não quero mais dar trela a quem quer me impressionar com a sua perfeição para lidar com isso, aquilo e aquilo outro e expõe desnecessariamente as minhas dificuldades, minhas fragilidades, minhas áreas onde não bate sol.
Não, eu não quero mais dar licença para quem me oferta julgamento disfarçado de auxílio. Para quem parece acreditar que me conhece mais do que eu. Para quem bagunça a minha energia com a maior naturalidade, sem lembrar do trabalho que dá para arrumar depois.
Não, eu não quero mais dar ouvido às falas que não sejam tão pacíficas como o silêncio. Tão bondosas como os corais de passarinhos de manhãzinha, quando o dia acorda. Respeitosas, empáticas, cheias de luz. Não quero mais dar ouvido a quem quer os meus brinquedos, mas não quer brincar comigo.
Não, eu não quero.
Ana Jácomo
30 de set. de 2023
Luto
Sim
para sempre
não há fechar ciclos
meter a vida
dobrada numa
e noutra
gaveta
muito menos
gente
tudo é grande
maior
e fica
fica
mesmo que os olhos
do corpo
não vejam
e cada pedacinho
aperte
nas lágrimas que caem
no coração recolhido
ao pequenino
na vontade primária
do regresso à posição
primeira
se faça presente
no retorno a esse lugar
quieto
e seguro
onde se quer ficar
dói
viver
nas "perdas" da vida
mesmo
que a teoria seja
sabida no soletrar
da lengalenga
de que nada morre
de que tudo é como é
que o amor é eterno
e que tudo têm um propósito
e que a morte é missão cumprida
na vida que segue adiante
sim
está bem
muito bonito
para emoldurar
e sim
poder ficar nesse rezo
dos dias de sol
mas a dor
permanece
nos dias de chuva
e tempestades
que vão sempre
acontecer
e sim
é aí
que se sente
que é para sempre
não arrancamos pedaços
de nós
a cada pessoa que vai
a cada história que chega ao fim
não
NÃO
é impossível
tudo segue em cada célula nossa
somos a vivência viva
para sempre
somos as pessoas
que nos cruzam a existência
somos as histórias
que partilhamos os nossos instantes
claro
que vamos passar
estágios
o tal percurso do luto
sim
e ele não têm a missão
de comandar a nossa vida
NÃO
e sim
o tempo
traz algumas ruelas bonitas
para descansar
mas tudo vai sempre
fazer parte
de nós
e é nesse para sempre
descansado
e rendido
que tudo fica mais fácil
mesmo
e principalmente
naqueles instantes
em que se deseja
ter de volta
alguém
que amámos
ou voltar
aquele recanto da história
onde foi bom
existir
o luto é para sempre
até que a memória se diluir
ou o coração
simplesmente
parar
até lá
seremos saudade
num luto latente em nós
nos dias que vai doer muito
e noutros tantos
onde que nos iremos lembrar
que tudo aqui é tão pequenino
no apego
no infinito que somos
[noutro] lugar
aí
mas até lá
somos só humanos para sempre
Texto Sónia Machado Oliveira
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